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Sem dúvida um
dos "problemas"
principais que
temos enfrentado
na vida dos jovens
para quem
ministramos é a "solteirice".
Trata-se de uma
preocupação que
aflige tanto
homens quanto
mulheres, embora
as jovens talvez
fiquem mais
desesperadas por
causa dos próprios
"tabus" culturais.
Simplesmente fica
mais difícil para
a mulher tomar
iniciativas que o
homem.
Alguns fatores
agravam a
situação:
*Comentários
feitos pelos
próprios "amigos"
e parentes, tais
como "Você não se
casou ainda?" "Não
está na hora de
você arranjar um
namoradinho?"
*Limitações
impostas pela
igreja e pela
própria Bíblia,
tais como "não vos
ponhais em jugo
desigual com os
incrédulos..." (2
Co. 6:14), que
parecem diminuir
muito o "mar" em
que vamos pescar.
*A falta de
oportunidades de
conhecer outros
jovens cristãos,
comprometidos com
Deus e com Sua
Palavra.
*A propaganda
da mídia que deixa
a impressão de
que, se você não
tiver a aparência
de "estrela" de
Hollywood, não vai
conseguir atrair
ninguém, ou que
algo está errado
com você!
A perspectiva
bíblica é
diferente, e esta
perspectiva
precisa ser
resgatada.
Conforme o
apóstolo Paulo,
ser (ou estar)
solteiro não é
como ter cólera ou
a praga bubônica!
De fato, em termos
de serviço para o
Reino de Deus, é
preferível
continuar livre
das preocupações
conjugais e
familiares para
poder se dedicar
de corpo e alma à
obra de Deus (1
Co. 7:8). O
apóstolo
acrescenta um
"porém", que é
justamente a
tentação sexual
que pode distrair
o solteiro de tal
forma que não é
mais capaz de
servir o Reino "de
corpo e alma". De
fato, os desejos
do corpo
interferem com o
trabalho com
almas.
A implicação
deste texto é que
o normal no plano
de Deus é o
casamento, e que a
maioria, por causa
de desejos sexuais
que Deus lhes deu,
deve procurar
casamento. Mas ao
mesmo tempo
existem alguns,
que por chamado e
dom de Deus tem
uma capacidade
sobrenatural de
permanecer puro,
no celibato. Estas
pessoas têm grande
vantagem, pois
poderão se dedicar
24 horas por dia à
causa de Deus.
Embora talvez não
tenham a mesma
experiência de
vida para um
ministério
focalizando
casados e
famílias, quem
disse que a nossa
autoridade
baseia-se em
experiência? Esta
limitação é
recompensada no
tempo, energia, e
recursos que o
solteiro pode
dedicar no serviço
de Cristo em
outras esferas.
A dificuldade da
solteirice está
justamente neste
período de
descoberta se tem
ou não este dom de
Deus, e se não,
como viver puro
com os desejos
sexuais, como
achar a pessoa que
Deus tem para
você, etc. Podemos
afirmar o
seguinte:
1) É possível
viver sem sexo.
Certamente Deus
exige isso,
durante várias
fases de nossas
vidas, e Ele não
seria injusto para
requerer o que
também não
capacita. Para
isso torna-se
necessário o jovem
criar hábitos de
vida que evitam ao
máximo as
situações de
grande tentação
(programas de TV,
músicas que fazem
mal, revistas
pornográficas,
etc.)
2) Neste
interino, o jovem
solteiro precisa
orar muito pela
vontade de Deus
para sua vida, e
confiar de todo o
seu coração na
soberania de um
Deus bom, que há
de suprir todas as
nossas
necessidades na
hora devida. É
absolutamente
imprescindível
fugir da mentira
que diz que ficar
solteiro é a pior
praga que poderá
acontecer na vida
de alguém. É só
olhar para a
tragédia de um
casamento infeliz
(na maioria, hoje)
para descobrir o
que é pior—ficar
"encalhado" para
sempre, ou
casar-se mal, e
encontrar a
verdadeira
miséria.
3) O
jovem-ainda-solteiro
que acha que Deus
quer que case
também deve fazer
a sua parte. Mais
uma vez
encontramos a
soberania de Deus
e a
responsabilidade
do homem lado a
lado. Além de
orar, o jovem
"pescador" precisa
ir ao mar! Implica
talvez em
programar
intercâmbios com a
mocidade de outras
igrejas;
freqüentar
retiros,
acampamentos e
congressos jovens;
ir a concertos
evangélicos;
matricular-se em
cursos teológicos,
assim unindo o
famoso "útil" e
"agradável".
4) Enquanto
solteiro, o jovem
deve prosseguir
com seus planos de
vida como se nunca
iria se casar, mas
ao mesmo tempo
desenvolvendo
qualidades de
caráter e "beleza
interior" (não
seria tão ruim se
desse um pouco de
atenção para o
exterior também!)
para poder ser o
melhor cônjuge
possível, se Deus
o permitir.
Ser (ou estar)
solteiro é uma
praga? Creio que
não. Pelo
contrário, é um
privilégio dado
por Deus para a
pessoa desenvolver
cada vez mais um
caráter lapidado
pelo Espírito
Santo, uma
dependência total
na soberania de
Deus, e um
compromisso
integral para com
a obra de Deus.
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