Dia - 03

 

 

 

Maturidade Afetiva
 
 
“Ou você me dá filhos, ou eu morro! Exclamou ela a Jacó. Jacó ficou indignado. Por acaso sou Deus?  Disse  ele a Raquel. Ele é que não deixa você ter filhos”. Gn 30.1-2
 
A Palavra do nosso Deus é maravilhosa! Ela abre a porta de algumas casas, de algumas famílias e nos permite entrar, nos sentar e prestar bastante atenção nos relacionamentos e aprender com erros e acertos.
 
Entramos e começamos a  observar mulheres e homens sábios, imaturos, tolos, prepotentes, teatrais, e por aí vai. Eu me divirto lendo a Palavra de Deus  e enquanto me divirto aproveito para aprender grandes lições que precisam ser aplicadas em minha vida.
 
Eu escrevo para duas páginas de casados. Um tempo atrás alguém escreveu para a coluna da página dizendo que iria se separar. Para meu espanto, naquela semana muitas mulheres escreveram dizendo que também queriam dar fim aos seus casamentos e uma começou a aconselhar a outra a executar seu plano. Imagine o trabalho para “apagar este incêndio?” Esta semana em outra página para casados alguém decidiu compartilhar o que vem enfrentando em seu casamento e novamente começaram a pipocar as reclamações. Eu fiquei me perguntando: O que está acontecendo? Os homens mudaram? As mulheres mudaram? Ou sempre foram os mesmos, mas não tinham a coragem de denunciar a sua infelicidade? Será que os homens e as mulheres estão como crianças mimadas fazendo birra esperando que o outro entregue o “brinquedo”? Vamos pensar juntos sobre algumas coisas que envolvem o casamento?
 
A Revista Veja (edição 2000) trouxe uma entrevista com a terapeuta de casais Lídia Rosemberg Aratangy e em um  trecho da entrevista ela diz: “No meu consultório, quando uma parte do casal diz que a outra está diferente, sempre pergunto se isso é uma queixa ou um elogio. Deveria ser um elogio, porque a pessoa está viva e não ficou imobilizada no que era antes”. Ela diz: “As mulheres, em geral, estão mais dispostas a abdicar do que gostam e terminam virando reflexo do marido. No princípio, ele pode até gostar, mas com o tempo vai olhar para o lado e ver a própria imagem. Aí ela vira uma paspalha, sem as qualidades que ele admirava”.
 
Enquanto estivermos conversando vou convidar algumas mulheres da Bíblia para participar deste “bate-papo” ok? Como ainda está fresquinho em minha memória, já que ela foi a mulher que coloquei na “berlinda” este mês em um encontro de mulheres, vou chamá-la. Ela será a primeira mulher que tomaremos como exemplo: Raquel, a filha de Labão. Mulher histérica, ou seja, teatral. Quando disse que Raquel era histérica algumas mulheres torceram o nariz totalmente incrédulas de que a mulher tão desejada por Jacó não fosse exatamente aquilo que elas imaginavam ou já tinham ouvido falar. Mas lembre-se: As pessoas sempre emitem sinais de quem são, nós é que muitas vezes não sabemos ler as placas.“Ou você me dá filhos, ou eu morro! Quantas mulheres que você conhece que fazem exatamente isso? Quantas mulheres agem de forma teatral com seus maridos e filhos. Bárbara Sullivan conta em seu testemunho que sempre que desejava a atenção do marido, fingia desmaiar. Quantas mulheres estão hoje procurando gerar culpa, remorso em seus maridos. Veja a reação de Jacó: “Jacó ficou indignado. Por acaso sou Deus?  Disse  ele a Raquel. Ele é que não deixa você ter filhos”.
 
Então ela “cheia de sabedoria” responde: “Pois tome a minha criada Bila e tenha filhos com ela. E eu criarei as crianças como se fossem meus próprios filhos”.
 
Raquel precisava marcar com urgência um gabinete com o apostolo Paulo, vocês não acham? Paulo alertando aos Gálatas diz que seguir nossas próprias inclinações erradas faz com que nossas vidas produzam maus resultados. Será que você anda seguindo suas próprias inclinações? Ele diz que a partir do momento em que o Espírito Santo controlar as nossas vidas, Ele produzirá em nós fruto. (Leia Gálatas 5.19-26).
 
Rafael Llano Cifuentes fala em seu livro sobre o fenômeno de “fixação na adolescência” ou na “adolescência retardada”. O adolescente caracteriza-se por uma afetividade egocêntrica e instável; essa característica, quando não superada na natural evolução da personalidade, pode sofrer uma “fixação”, permanecendo no adulto.
 
Ele diz: “É significativo verificar como essa imaturidade parece ser uma característica da atual geração. No nosso mundo altamente técnico e cheio de avanços científicos, pouco se tem progredido no conhecimento das profundezas do coração, e daí resulta aquilo que Alexis Carrel, prêmio Nobel de Medicina, apontava no seu célebre trabalho O homem, esse desconhecido: vivemos hoje o drama de um desnível gritante entre o fabuloso progresso técnico e científico e a imaturidade quase infantil no que diz respeito aos sentimentos humanos.”
 
O apóstolo Paulo observando as atitudes infantis do povo de Corinto diz: “Quando eu era criança, falava, pensava e raciocinava como criança. Mas quando me tornei homem, meus pensamentos se desenvolveram muito além dos pensamentos da minha infância, e agora eu deixei as coisas de criança”. 1Co 13.11. Já deixamos as coisas de criança ou resolvemos os problemas conjugais com “beicinhos, chorinhos, batendo o pezinho, ficando de mal?”
 
Alguém se queixou que o marido lhe traz doces, mas os deixa em cima da mesa e ela queria que o doce fosse entregue em sua mão. Ela acha que pela razão do doce não ser entregue em suas mãos, ele é um homem indiferente. A outra já reclama que recebe muita atenção. Me desculpem, mas eu não consigo deixar de comparar estas atitudes com as atitudes do Guigui. É igualzinho! E ele tem apenas dois anos.
 
Rafael diz: Mesmo em pessoas de alto nível intelectual, ocorre um autêntico analfabetismo afetivo: são indivíduos truncados, incompletos, mal-formados, imaturos; estão preparados para trabalhar de forma eficiente, mas são absolutamente incapazes de amar. Esta desproporção tem conseqüências devastadoras: basta reparar na facilidade com que as pessoas se casam e se "descasam", se "juntam" e se separam. Dão a impressão de reparar apenas na camada epidérmica do amor e de não aprofundar nos valores do coração humano e nas leis do verdadeiro amor”.
 
Raquel era estéril e ao invés de agir como Ana buscando a direção de Deus, resolve agir de forma teatral, infantil: “Ou você me dá filhos, ou eu morro! Ora, ela iria morrer se não gerasse filhos? Você daria seu marido para dormir com sua empregada para ter filhos? Talvez não faça isto, mas pode estar fazendo outras coisas. O que anda fazendo? Mais a frente ela como uma menina mimada pede as mandrágoras da irmã. Ela simplesmente aluga o marido para a irmã pelas mandrágoras. As mulheres naquela época achavam que a mandrágora as tornariam férteis, mas na verdade, a mandrágora é uma droga (comprovada cientificamente). Ela aluga o marido. Lia fica grávida e o máximo que Raquel consegue é ficar doidona. Que coisa em!
O pecado distorceu as características essenciais do homem e da mulher, transformando o que Deus criou para o bem em fonte de tensão e conflito.
Meus irmãos o nosso Deus nos promete vitória e não ausência de luta. Deus nos promete chegada certa e não caminhada fácil. Deus dá a vitória, mas nós devemos empunhar as armas de combate.
Seguindo o costume da época, Raquel decide que só teria um filho se eles assumissem o comando da situação. Raquel oferece sua empregada a Jacó para ser a mãe substituta. Essa tentativa de encurtar os caminhos e métodos de Deus não poderia oferecer vantagens.
Todo casamento exige adaptação. A família tem sido  atacada vigorosamente pelas perigosas filosofias pós-modernas. Os fundamentos têm sido destruídos. Estamos vivendo no meio da era pós-moderna, onde os valores absolutos das Escrituras não estão sendo observados, mas repudiados.
Como disse aos alunos da classe de solteiros, viúvos e divorciados no domingo passado: Muitas vezes vamos nos descuidando de certos aspectos da vida, vamos deixando nos envolver emocionalmente com certas atitudes e vamos enchendo a nossa mente e o nosso coração de sentimentos que são verdadeiros lixos, e sem que percebamos, vamos amontoando-os, jogando-os debaixo do tapete, “empurrando com a barriga” e quando vemos, estamos amargos, tristes, frustrados, decepcionados ou doentes (não estou falando de casamento com eles – estou falando sobre sentimentos).
O que tem sido espelho de vida conjugal para você? A Palavra de Deus ou as novelas ?  Vez por outra uma mulher aparece com uma idéia maluca e quando pergunto de onde saiu aquilo ela responde que foi da novela. Gente! Por favor! Vocês estão enlouquecendo?!
Algumas pessoas estão chocando ovos de áspides em suas mentes. Cuidado! Pois o fruto do pecado é a morte. Se vocês não abaterem certos pensamentos no momento em que aparecem, eles irão envenenar a sua alma!
Raquel chocou durante muito tempo ovos de áspides em sua mente e tudo o que ela colheu foi uma sepultura na beira de uma estrada. O que você anda chocando em sua mente?
 
“Procurem a ajuda de Deus enquanto podem achá-lo; orem ao Senhor enquanto ele está perto – mudem a sua maneira de viver e abandonem os seus maus pensamentos! Voltem para o Senhor, nosso Deus, pois ele tem compaixão e perdoa completamente” Is 55.6-7
 

Colaboração de  Regina Lopes
 

 

         
       
 

 

                         
                                 



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