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A Fonte da
Vida
“O meu povo
cometeu dois pecados terríveis: eles me abandonaram, a mim, a Fonte de
água da Vida, e construíram para si poços furados, que não prendem a
água!” Jr 2.13
Um pouco antes de
morrer o teólogo Karl Rahner disse:
“Os cristãos de amanhã ou serão místicos ou
não serão nada”.
Augusto Cury diz
que em alguma parte da Terra há pessoas matando, ferindo, destruindo,
digladiando por causa das suas ideologias e de suas verdades.
Descartes falou
sobre habituar seu espírito a se alimentar de verdades e a não se
satisfazer com falsas razões.
Francisco de
Assis orou: “Senhor, fazei de mim
um instrumento da vossa paz, onde há ódio, que eu leve o amor. Onde há
ofensa, que eu leve o perdão. Onde há discórdia, que eu leve a união.
Onde há dúvida, que eu leve a fé. Onde há erro, que eu leve a verdade.
Onde há desespero, que eu leve a esperança. Onde há tristeza, que eu
leve a alegria. Onde há desespero, que eu leve a esperança. Onde há
trevas que eu leve a luz. Ó Mestre fazei que eu procure mais consolar
que ser consolado; compreender que ser compreendido; amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, é morrendo
que se vive para a vida eterna”.
É muito gostoso
estar com pessoas que amamos e pelas quais nos sentimos amados. O povo
de Israel não habituou seu espírito a se alimentar de verdades. Trocaram
a amizade singular de Deus por falsas razões.
Filha (o) a vida
só tem sentido quando está solidamente firmada sobre o amor, sobre a
intimidade de uma amizade com Jesus, tudo mais é: “casa construída na
areia, qualquer vento mais forte, qualquer chuva, qualquer enchente, ela
cai e grande é a sua ruína (Mc 7,24-25)”.
Muitos decidiram
cavar cisternas rotas. Desesperadamente buscam uma resposta que os
satisfaça, que os plenifique. Enquanto não encontram, vão pulando de
galho em galho, numa religião, numa seita, numa filosofia, num partido,
num trabalho, num suposto amor, seja lá onde for querem uma resposta que
os satisfaça. Desesperadamente correm em “circuito fechado” e exaustos
desfalecem.
Filha (o) a
“corrida de Jesus”, que através do Ministério da Salvação saiu da Casa
do Pai e entro na pista do Mundo, andou, pregou, ensinou, trabalhou,
passou fazendo o bem, sofreu, morreu, mas ressuscitou e assim deu
sentido à nossa corrida e nos mostrou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Karl Rahner disse
que os cristãos seriam místicos ou nada. Creio que posso acrescentar que
já são também workaholics, ou seja, os loucos por trabalho, por sucesso,
por glória, os que trabalham pesado o marketing pessoal, possuindo
muitas coisas, mas, ao mesmo tempo, vazios, carentes.
Filha (o)
desmoronada a fé, o que fica? Que sentido tem a vida se tudo passa tudo
acaba?
O povo cometeu
dois pecados terríveis: eles abandonaram ao Senhor, a Fonte de água da
Vida, e construíram para si poços furados, que não prendem a água e
sofregamente bebem nas fontes do prazer, do poder, do possuir.
Filhinha (o) a
vida precisa ser pensada no “lugar a parte”, no silêncio. Deus só nos
fala ao coração quando tudo está tranqüilo. Não se trata só do silêncio
externo, não só o da boca, mas principalmente o do coração.
A Palavra de Deus
deve chegar não apenas ao ouvido, não só à mente, ao raciocínio, mas ao
coração, é aí que ela cresce, desabrocha e dá frutos. A Palavra aquece o
nosso coração: “Não se nos
abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava
as Escrituras?” (Lc
24.32).
Assim como os
discípulos, também nós estamos precisando que essa Palavra nos abrase e
nos leve a avaliar como vai o nosso amor. Precisamos ver se não baixou a
temperatura, perdeu o entusiasmo, esfriou (Ap 2.4)
e então pedir a Jesus, fornalha ardente de
amor, que renove no fogo do Seu amor, que faça transbordar de alegria e
encha de paz cada coração, e assim os cristãos estarão vacinados contra
o mal que está minando a vida de tanta gente.
Somente uma vida
de amor, comunhão e participação pode levar ao mundo luz, calor, força,
alegria e paz.
Cada pessoa é
convidada a mergulhar no mistério da vida desse Deus vivo, de uma forma
única e singular. Cada um de nós é chamado, de forma especial e única, a
vir a este mundo, pois antes da criação do mundo, Deus, Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo, nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis
diante de seus olhos. Quando ainda estávamos no seio materno, Deus já
nos tinha escolhido. Ele nos reservou desde o seio de nossa mãe.
Deus faz o
convite e fica esperando a nossa resposta para poder realizar em nós as
suas maravilhas. O Deus vivo nunca obriga ou impõe, porque respeita o
dom da liberdade que nos deu. Aguarda que aceitemos ou não o seu
convite. Esse Deus vivo declara: “Eu sou aquele que sou” (Ex
3.14). Eu sou tudo, para você, Eu estarei
sempre com você. Eu o Senhor, estarei contigo em qualquer parte aonde
fores (Js 1.9).
Não é possível
que sejamos tão tolos. Esse Deus vivo, é a Fonte da vida; se
abandonarmos esta Fonte, ficaremos secos, desidratados, sem vida. Sem
essa Água viva não poderemos sobreviver. Os cristãos já deveriam ter
aprendido a alimentar seu espírito com a verdade, mergulhar na Palavra
de Deus para nela matarem sua sede e através dela tornarem-se aguadeiros
para matar a sede de tantos que passam em seus caminhos, secos e sem
vida. Sem essa Água viva serão místicos ou serão nada. Sem essa Água
viva não alimentarão seus espíritos de verdade, mas viverão satisfeitos
com falsas razões. Sem essa Água viva irão matar, ferir, destruir,
digladiar por causa das suas ideologias e de suas verdades. Pense nisso!
Regina Lopes
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