Dia - 08

 

A Culpa é Minha

Respondeu-lhes: Tomai-me e lançai-me ao mar, e o mar se aquietará, porque eu sei que, por minha causa, vos sobreveio esta grande tempestade. (Jonas 1.12)

 

Hoje parei para ler o livro de Jonas. É um livro da Bíblia que gosto muito. Contudo, hoje fiquei completamente absorvido na leitura. Fiquei impressionado com a maneira que Jonas lida com as situações da vida. Posso até não concordar com ele em determinadas situações, mas reconheço que o homem era demais.

Jonas é o paradigma do que nós somos. Ele não segue os padrões actuais. Ele não é um conformado. Ele não atira a culpa para os outros. Ele assume o que faz. É alguém determinado. Não queria ir à Ninive e por isso, pegou um barco para dirigir-se à Tarsis. Não ficou com desculpas. Quando vem a tempestade e perguntam o que está a acontecer ele assume a sua culpa. Quando deparei-me com esta realidade aprendi o seguinte:

Não podemos ficar a vitimizarmo-nos. Jonas não quer que ninguém fique com pena de si. Ele não fica a arranjar um meio para dizer que outro é culpado e muito menos a arranjar desculpas para o facto de estar naquele barco e não no caminho em que deveria estar. Ele não pede para que ninguém fique com pena dele. Não fica a se lamuriar e a queixar-se. Ele assume a sua responsabilidade. A culpa é minha e ponto final. É muito triste ver que em pleno século 21, nós ficamos a nos vitimizar diante das nossas falhas. Queremos que todos tenham pena de nós. Não gostamos de assumir nossos fracassos. Não queremos dizer para nós mesmos que erramos e que muitas vezes a tragédia que existe à nossa volta é por nossa culpa.

Não podemos ficar a diabolizar tudo. Jonas olha para situação e não diz que caiu. Foi uma tentação. Não diz que o diabo lhe armou uma cilada. Ele é directo, claro e autêntico. A culpa é minha. Eu caí. Fui eu quem decidiu não fazer o que era certo. Foi minha vontade. Eu comprei o bilhete e vim para este barco e decidi seguir viagem até Társis. O homem é demais. Se fosse hoje o mais certo era ouvirmos que foi uma tentação. Foi o diabo quem montou uma armadilha e por isso aconteceu a queda. Foi um momento de fraqueza, mas é preciso entender que somos fracos e a tentação é muito forte. Não! Jonas diz que é fundamental assumirmos nossa responsabilidade. A culpa é minha e não posso nem atirá-la ao diabo.

Não podemos ficar a culpar Deus. Jonas tinha recebido uma ordem de Deus. Ele não gostou do que ouviu. Pediu demissão e foi embora. Mas Deus foi buscá-lo. Quando o problema acontece, ele vê tudo o que está a acontecer e diz que é por sua causa. Deus não é o culpado. Deus não o abandonou. Pelo contrário toda aquela tempestade estava a mostrar o quanto Deus o tinha em conta. Ele diz que a culpa é sua e a solução é ser lançado ao mar. É ir para o meio da tempestade. Ele não foge mais. Aceita cair nas mãos de Deus. Jonas é alguém que não aceita os padrões estabelecidos. Ele quebra os paradigmas. Assume a responsabilidade e a sua culpa. Assim também, nós não podemos ficar a culpabilizar Deus pelos nossos erros. Não podemos achar que as tempestades são porque Deus nos virou às costas, mas sim que até nas tempestades Ele está a nos chamar para junto de Si.

Hoje vi que a melhor maneira de vencer as tempestades da vida não é a fugir delas. É enfrentando-as. Não posso ficar a me desculpar e a vitimizar-me pelo que está a acontecer. Tenho que assumir minhas falhas, reconhecer meus erros e não jogar tudo sobre o diabo. Não posso ficar a culpar Deus pelas tempestades da vida. É fundamental que eu reconheça que a culpa é minha. E tu, tens reconhecido à tua culpa?

Vamos orar

Senhor, ajuda-me a cada dia reconhecer meus erros. Dá-me a capacidade para ver que todas às vezes que fujo, ponho a vida dos que estão à minha volta em risco. Concede-me discernimento para ver qual é a minha falha para que eu possa reconhecê-la e assim confessá-la diante de ti.

Pai que eu possa lançar-me à tempestade na certeza que é enfrentando os dilemas que poderei experimentar o teu agir e a tua salvação.

Que de hoje em diante, eu não possa mais ficar a justificar-me. Que de hoje em diante eu assuma a minha culpa.

Esta é a minha oração em nome de Jesus.



 

  Colaboração do Pr. Renato Vergens
 

 

 

         
             

 

                         
                                 



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